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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

01/02 - mostra Coletivo Grão Comum

Terça 1 de fevereiro| Marémundo                                                                                                
MARéMUNDO é o quarto e último solo do Coletivo Grão Comum. A encenação de Arthur Canavarro conta a história de Beira-mar. É a odisséia de um pescador pelo desconhecido, atravessando o oceano, por crer na existência de uma ilha que ele precisa chegar. No seu universo, o mar não é simplesmente uma realidade física e biológica, mas povoada por seres humanos e não-humanos, por monstros e divindades e navegá-lo para além do horizonte pode ser visto como produto do desespero e do espanto.  É uma narrativa sagrada que vai além dos heróis, dos monstros marítimos, das histórias de sereia e dos desafios irreais. Este homem, na beira-mar, pensa que navegar é preciso porque quando somos surpreendidos, quando acontece algo inesperado ou imprevisível, quando o significado costumeiro das coisas, das ações, dos valores ou das pessoas perde sentido, mudamos ou precisaríamos mudar de rumo para entender o porquê de tudo acontecer.
 Terça 1 / às 22h 
Espaço Muda
Entrada 10 reais ou
casadinha 30 reais
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25/01 - janeiro: mostra Coletivo Grão Comum

Terça 25|Mucurana
MUCURANA - de mundo afora e história adentro mostra a passagem de um peregrino contador de histórias que atravessa o seu país carregando apenas uma bolsa e dentro dela: causos, lendas e cordéis que costuram com a sabedoria popular retalhos da nossa identidade brasileira. Mucurana canta, dança e relembra provérbios, trazendo a tona o conceito simbólico e ancestral do homem sábio que fala ao povo. O espetáculo defende a tradição do contador mambembe de histórias, fazendo engordar o discurso grandioso desta gente brasileira. Mucurana que fala ao povo: alerta o oprimido, faz orgulhoso o preto e também o artista pobre que sempre se posiciona no tabuleiro da fome, da necessidade e da esperança! Suas palavras dizem do preconceito, do dinheiro e do lixo. Suas frases ainda falam do Brasil descoberto pelos índios, das estrelas, da esperança e da liberdade. O espetáculo reafirma o interesse de Asaías Lira(Zaza) em apresentar com “os pés descalços” a condição humana de um povo, que com muito pouco, consegue expressar a dimensão da sua existência. Sua estréia foi no dia 28 de novembro de 2009 no Mercado de Casa Amarela (Recife/Pernambuco) realizando até o presente momento 10 apresentações.
  Terça 25 / às 22h 
Espaço Muda
Entrada 10 reais ou
casadinha 30 reais
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18/01 - janeiro: mostra Coletivo Grão Comum

Terça 18 | Abanoi
ABANOI - desse lado onde estás interliga falas contemporâneas a vozes ancestrais. O espetáculo de Júnior Aguiar conta a seguinte história: Numa reunião, um deus dotado de inteligência é assassinado com uma mistura. Mas do corpo do deus surge um fantasma que reaparece para lembrar tudo o que aconteceu. Através do tempo, o fantasma relembra coisas que não podem ser esquecidas e encarna o anseio da liberdade, não só da pátria, como do próprio ser humano e, principalmente, de todos os povos oprimidos e humilhados. No momento de decifração dos textos identificamos uma mesma voz unir referências seculares, num legítimo jogo de intertextualidade que coloca em diálogo: os brasileiros Augusto dos Anjos(1884-1914) e Machado de Assis(1839-1908); o africano Patrice Lumumba(1925-1961); o grego Nikos Kazantzákis(1883-1957) e Nur-Aya nascido na Mesopotâmia(XVII a.c.)cujo texto originalmente foi escrito em tábuas de barro. É para ocupar a memória e o coração. A estreia da sua primeira temporada aconteceu no dia 23 de maio de 2009 realizando até o presente momento 25 apresentações. Ganhou os prêmios Melhor Sonoplastia, Ator e Projeto de Pesquisa na III Mostra Capiba de Teatro (SESC – CASA AMARELA) .
 Terça 18 / às 22h 
Espaço Muda
Entrada 10 reais ou
casadinha 30 reais
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11/01 - janeiro: mostra Coletivo Grão Comum

Terça 11|Delicado
Abrindo a mostra no dia 11 ás 22h o espetáculo DELICADO que expõe uma tragédia brasileira. Daniel Barros se debruçou sobre o universo da obra de Nelson Rodrigues e o foco temático retratado caiu sobre a questão da moralidade. Assim, o espetáculo é a confissão do personagem Eusébio, filho de Macário e Dona Flávia (mãe de sete filhas). Eusébio simboliza a natureza pura do ser humano e as conseqüências dramáticas do seu destino influenciado pela repressão, pelo machismo exacerbado e pelo preconceito de toda uma sociedade. Pois, Eusébio aprendeu: a moralidade é basicamente condenatória. A encenação fala das convenções tecidas pela Moral, coloca em questão a natureza do nosso espírito perguntando: nascemos puros e bons? Somos esses seres generosos e benevolentes ou na verdade descobrimos que não existe bondade natural e que a delicadeza acabou... Somos egoístas, ambiciosos, agressivos, castradores, cruéis, precisamos do dever para nos tornarmos seres morais? Qual natureza possui Eusébio? Sua existência contraria o olhar viciado e cheio de curvas da instituição familiar e da própria sociedade que macula a natureza humana com um machismo exacerbado, retrato de uma sociedade fálica que continua a gerar uma opressão secular sobre a mulher e sobre a própria questão (contraditória) das sexualidades.  
 Terça 11 / às 22h 
Espaço Muda
Entrada 10 reais ou
casadinha 30 reais
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